segunda-feira, 21 de setembro de 2009

História da Ponte Preta - Parte 4

A década de 50 se inicia com o Campeonato de Profissinais do Interior valendo pela Lei do Acesso e Descenso, instituída pela Federação Paulista em 1949 e que dava oportunidade aos clubes do interior de poder participar da Primeira Divisão de Profissionais. O primeiro clube a subir de divisão foi o XV de Novembro de Piracicaba e o primeiro a descer foi o Comercial da Capital. A PONTE PRETA começa então a sua luta em busca do acesso.

Em 1950 é comemorado o cinquentenário A.A. PONTE PRETA, já sendo o clube mais antigo do Brasil em atividade. O campeonato foi vencido pelo Radium de Mococa, que em 1951 disputou a Primeira Divisão. Em 1950 após 12 anos sem disputa da Copa do Mundo, isto devido a II Grande Guerra, a Copa é realizada no Brasil, que perde na final para o Uruguai no Maracanã por 2 x 1 diante de mais de 200 mil pessoas, tornando-se num dos dias mais tristes da Nação Brasileira. Em terras paulistas, é um ano de conquistas para a PONTE PRETA, pois, a Federação Paulista de Futebol, por meio de seu presidente elevou o Clube a Primeira Divisão e igualou seus direitos aos dos clubes fundadores. O Campeonato Paulista da Primeira Divisão teve então 15 participantes, e a PONTE PRETA ficou em sexto lugar na classificação final. Em 1952 em seu terceiro amistoso internacional a PONTE PRETA bateu o Estudiantes de La Plata da Argentina pelo placar de 2 x 0. Antes os outros dois amistosos tinham sido contra o Rapid Viena da Austria com resultado de empate por 2 x 2 e contra o Libertad do Paraguai, também empate por 1 x 1. Torna-se o primeiro clube do interior a contratar jogadores estrangeiros quando trouxe dois atletas do futebol uruguaio, Cabreira e Raul Dias. 1953 acontece o primeiro derbi no Estádio do Guarani F.C. denominado Brinco de Ouro e termina com um clássico 3 x 0 para a PONTE PRETA. No Campeonato Paulista terminou em Sexto lugar. 1954 e 1955 realiza excursões vitoriosas pelo Norte e Nordeste do país. No Campeonato Paulista fica em honrosos Sexto e Oitavo lugares nesses anos. 1956 a Federação Paulista impõe um torneio classificatório e divide o Campeonato em séries A e B, e por motivo desconhecidos, a PONTE PRETA disputa 11 partidas fora de casa e somente 6 no Majestoso e com isto acaba disputando a série B. 1957 No torneio classificatório se destaca e participa da série A, no entanto não realiza boa campanha.

1958 / 1959 realiza campanhas ruins terminando em 12º lugar no último. Em 1960 a Federação Paulista muda o campeonato novamente e a Primeira Divisão passa a se chamar Divisão Especial e a Segunda Divisão de Primeira Divisão. Péssima campanha e a PONTE PRETA sofre o rebaixamento, passando a disputar a Primeira Divisão em 1961. O rebaixamento mexeu com a cidade e no campeonato de 1961 as cidades onde a PONTE PRETA jogava eram invadidas por caravanas da fanática torcida ponte-pretana, resultado, a PONTE PRETA foi para as finais se defrontar com a Prudentina que acabou vencendo no Pacaembu em São Paulo por 2 x 0 na prorrogação. 1962 / 1963 foram marcados por campanhas irregulares no Campeonato Paulista da Primeira Divisão e por frustações extra-campo . 1964 a cidade se mobilizou e arrecadou fundos para ajudar a PONTE PRETA no almejado retorno à Divisão Especial. Com campanha excelente, foi à final contra a Portuguesa Santista e no último jogo, onde poderia sagrar-se campeã e ascender à Divisão Especial, a PONTE PRETA perde em pleno Majestoso, lotado por sua fanática torcida, resultado final 1 x 0 para Portuguesa, gol de Samarone. De 1965 à 1968 é a PONTE PRETA segue a saga em busca do tão sonhado acesso, realizando campanhas que podem ser consideradas relugares, no entanto, não conseguindo chegar as finais. No entanto, uma estrutura e time vitorioso estava se formando nas categorias de base da MACACA. 1969 - PONTE PRETA CAMPEÃ PAULISTA DA PRIMEIRA DIVISÃO

A conquista do Campeonato em 1969 foi tão importante para o povo campineiro que é lembrado com muito carinho até os dias de hoje.

No ano anterior deixaram de circular pelas ruas de Campinas os famosos Bondes elétricos, sendo que o último bonde fez seu trajeto na noite de 24 maio de 1968, no entanto, em Campinas ainda pode-se matar a saudades de andar de bonde, basta visitar o Parque Portugal onde a Prefeitura mantem em pleno funcionamento os bondes da época que agora circulam em torno do lago levando turistas.

A maioria da torcida da Macaca preferia caminhar mesmo até o Majestoso, mas, aqueles que iam de bonde "pegavam" os bondes das linhas:
Linha n.º 11

Avenida Saudade - Ponte Preta - Fundão - saía da Av. Francisco Glicério, em frente aos Correios e Telégrafos, indo pelas ruas Conceição, Barão de Jaguara, Abolição, Álvaro Ribeiro, Av. Saudade até o portão do Cemitério, de onde voltava pelo mesmo trajeto até o cruzamento das ruas Barão de Jaguara e Moraes Sales, prosseguindo por ela até a Av. Francisco Glicério, e por esta, até o ponto inicial.

Linha n.º 12

Bosque - partia da Av. Francisco Glicério, em frente aos Correios, seguindo pelas ruas Conceição, Barão de Jaguara, Av. Dr. Moraes Sales, Antônio Cesarino, Duque de Caxias, Padre Vieira, Rua Proença (final da linha), de onde voltava pelo mesmo percurso até a Av. Dr.Moraes Sales, quando entrava pela Av. Francisco Glicério até o ponto inicial.


Então é isto, aí foi a 4ª parte da História da Ponte Preta, com uma pitada final de saudades para aqueles que viveram na época dos bondes! No próximo post falaremos dos anos 70 e da Super Macaca de 1976/77/78/79/80/81...abraços a todos...esperam que tenham gostado até aqui...até mais!


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